Informações técnicas
As eclusas do rio Tietê tem tamanhos parecidos e desníveis médios de 26 metros de altura, com capacidade para receber comboios de carga com até 137 metros de comprimento, 11 metros de largura e calado máximo de 2,50 m (Comboio padrão Tietê). Já as Eclusas do rio Paraná são mais compridas e mais largas, com desníveis médios de 24 metros, comportando comboios com 200 metros de comprimento, 16 metros de largura e calado máximo de 2,50 metros, ou diversas embarcações menores de uma só vez.
Todo o processo de enchimento e esvaziamento é feito por gravidade (não requer motores de bombeamento). Assim que a embarcação entra na Eclusa, ela é atracada nas bóias laterais; isso é um termo de segurança, durante a eclusagem. O operador da Eclusa não dará início ao enchimento ou esvaziamento, enquanto a embarcação não estiver devidamento atracada, pois evita que a embarcação fique se chocando com as laterias da Eclusa ou com outras embarcações.
Daí sim, o operador fecha a comporta e inicia-se o processo de enchimento ou esvaziamento, dependendo do percurso que está fazendo a embarcação. A água que está ao longo da represa vem através de 2 grandes tubos, chamados de aquedutos (tubulações embutidas nos paredões da Eclusa, que ligam a parte de cima da barragem com a parte de baixo da Eclusa, e vice-versa, são vedados com comportas e se distribuem em 350 orifícios de 15 polegadas cada um, localizados no piso da câmara, sistema conhecido como vasos comunicantes. |
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Tanto o enchimento como o esvaziamento é feito pelo mesmo processo. Para cada operação, são gastos, em média 50.000 m3 de água, e demora de 12 a 15 minutos, as comportas que vedam a câmara pesam em média, 120 toneladas. Toda essa operação é comandada através de uma sala de comando localizada na parte de cima da Eclusa, por onde o operador acompanha todas as manobras das embarcações, através de um circuito fechado de televisão. |
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