A Hidrovia
Tietê-Paraná
Também conhecida como a Hidrovia do Mercosul, com 2.400 km
de vias navegáveis, entre vias primárias e secundárias,
mais de 6.000 km de margens lacustres e fluviais, passando por cinco
estados brasileiros, sendo eles: São Paulo, Goiás,
Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, que, respectivamente
são banhados pelos rios Tietê, Paraná, Grande,
Paranaíba e todos seus afluentes, integrando também
quatro países do Cone Sul, sendo eles: Brasil, Paraguai,
Argentina e Uruguai, abrangendo mais de 220 municípios, com
uma área de influência de 800.000 km2 e 22.600 MW instalados. |
 |
| Vantagens e economia
da hidrovia |
 |
 |
A excelente localização
geográfica da Hidrovia Tietê-Paraná faz com
que a mesma desponte como o principal fator de industrialização
e desenvolvimento do turismo, no interior paulista, e também
contribui para o reordenamento da matriz de transportes da região
centro-oeste, permitindo, em larga escala, a multimodalidade, com
grande ganho de competitividade para os produtos brasileiros.
A Hidrovia Tietê-Paraná tem sua operação
comercial muito recente, pois ocorreu na medida em que foram concluídas
as diversas obras dos aproveitamentos múltiplos, nos dois
rios.
A navegação começou em 1973, com a inauguração
da Eclusa de Barra Bonita que desenvolveu o turismo regional, seguido,
em 1981, do transporte regional de cana-de-açúcar,
material de construção e calcário, usando a
Eclusa de Bariri, ao longo de uma extensão de 300 km. Em
1986, com a inauguração das Eclusas de Ibitinga e
Promissão, concluía-se, então, a Hidrovia do
Álcool.
em 1991, com o alagamento da barragem de Três Irmãos,
a inauguração das Eclusas de Nova Avanhandava e do
canal artificial de Pereira Barreto, iniciou-se, então, o
transporte de longo curso, através de todo o rio Tietê
e do Tramo Norte do Rio Paraná, possibilitando que a navegação
alcançasse o sul do Estado de Goiás e o oeste do Estado
de Minas Gerais, perfazendo 1100 km de hidrovias principais.
Na mesma época, no rio Paraná, entra em funcionamento
a Eclusa provisória de Porto Primavera. em 1995, inauguram-se
as Eclusas de Três Irmãos; em seguida, no ano de 1998,
a Eclusa de Jupiá e, em 2000, a eclusa definitiva de Porto
Primavera, conseguindo assim, a integração do rio
Tietê ao Tramo Sul do rio Paraná com navegação
atingindo o aproveitamento hidrelétrico de Itaipu.
No rio Paraná, são mais 750 km de hidrovias principais
e 550 km de secundárias, estas últimas, penetrando,
principalmente, o Estado de Mato Grosso do Sul. Com isso, a Hidrovia
Tietê-Paraná atinge um total de 2400 km navegáveis
de vias primárias e secundárias.
O calado do rio Paraná foi projetado para 3,5 m. Entretanto,
necessita da construção e do aproveitamento da barragem
de Ilha Grande, em Guaíra, mas, como a obra foi postergada
pela Eletrosul, os comboios do rio Paraná estão navegando
com 2,5 m de calado máximo.
Nesse percurso da hidrovia, existem terminais intermodais que asseguram
o deslocamento econômico de mercadorias. Esses terminais são
de múltipla função, concentrando numa mesma
localidade, os modais hidroviário, rodoviário e ferroviário.
O transporte hidroviário, o mais barato do mundo, dispões
de algumas particularidades vantajosas, começando pelo rio
que se transforma em verdadeira estrada natural, dispensando a abertura
e recapeamento de estradas, desgaste de pneus e frotas de veículos
e, acima de tudo, no menor preço por quilômetro de
carga, 50% no custo, em relação ao transporte rodoviário. |
 |
Investimentos
estimulam
Hidrovia Tietê-Paraná |
 |
 |
| Hidrovia Tietê-Paraná,
com os reparos efetuados pela concessionária AES-Tietê,
no trecho entre Barra Bonita e Nova Avanhadava, eliminou os problemas
provocados em períodos de estiagem que interrompiam a sua
navegabilidade. Os investimentos nas obras, previstos em licitação
pública, foram de R$ 30 milhões. Os recursos estimados
pelo Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual de Transportes
somam R$ 95 milhões. Além dos investimentos da AES-Tietê,
outros R$ 15 milhões serão aplicados pela empresa
concessionária do trecho do Paraná, cuja licitação
sairá até abril. O restante está sendo negociado
pelo governo de São Paulo com o Ministério dos Transportes.
A AES-Tietê está trabalhando, ainda, na ampliação
de vãos de três pontes críticas para o fluxo
normal, que serão ampliados de 40 para 80 metros e permitirá
a navegação de comboios duplos. Essas pontes são
a da rodovia BR-153, em Promissão, a da SP-461, entre Birigui
e Votuporanga, e a de Igaraçu do Tietê. |
|
 |

Clique na foto para ampliá-la
|
 |
| História |
 |
 |
Os
índios já utilizavam o Rio Tietê
como meio de sobrevivência e comunicação entre
outras tribos, mesmo em pequenas distâncias, desde antes do
descobrimento do Brasil, naquela época o rio já era
uma verdadeira estrada d'água. Em relatos mais recentes de
parentes de navegadores e de registros mantidos no Museu de Barra
Bonita, no início do século XX, vários tipos
de mercadorias já eram transportadas entre diversos municípios
do médio Tietê. Como maior exemplo, os barcos a vapor,
Visconde de Itu e Souza Queiroz, transportavam o café da
Fazenda Porto (a maior produtora de café de nossa região),
até os armazéns localizados ao lado da Ponte Campos
Salles, onde atualmente encontra-se o Hotel Beira Rio. E assim,
quando a Maria Fumaça passava por Barra Bonita, todo o café
estocado era carregado e transportado até o Porto de Santos,
onde o mesmo era exportado, em sua maior parte, para a Europa. Entre
as décadas de 50 e 60, o engenheiro Catulo Branco planejou
para os rios Tietê e Paraná uma série de barragens,
tanto para a geração de energia quanto para o aproveitamento
dos imensos lagos, provocados pela construção das
usinas hidrelétricas, possibilitando a navegação
e interligação entre o rio Tietê e o rio Paraná,
através das Eclusas. |
 |

Monções Porto Feliz |
 |

Travessia - Anhembi |
 |
| Turismo |
 |
 |
 |
O turismo,
que já é muito explorado na região de Barra
Bonita, pode ao longo da hidrovia, gerar grandes oportunidades
de desenvolvimento sócio-econômico com o aparecimento
de áreas de lazer, esporte, recreações, marinas
e portos turísticos. A Hidrovia Tietê-Paraná
também desponta como nova e exótica oferta turística
nacional, sendo que as grandes superfícies de águas
dos reservatórios, as extensões de rios em correntes
livre, as paisagens naturais e os recursos energéticos
privilegiarão além do turismo clássico de
lazer e cultural, o ecológico, o fluvial e o agroturismo.
O turismo fluvial constitui uma atividade emergente, com tendência
de crescimento, devendo eclodir com força, nos próximos
anos. Na região navegável do rio Tietê e do
rio Piracicaba, dentro do Estado de São Paulo, encontram-se
algumas cidades com capacidade para negócios em geral e
turismo, sendo elas: Conchas, Anhembi, Botucatu, Piracicaba, Artemis,
Águas de São Pedro, São Pedro, Santa Maria
da Serra, Dois Córregos, Mineiros do Tietê, São
Manuel, Barra Bonita, Igaraçu do Tietê, Macatuba,
Jaú, Pederneiras, Itapuí, Boracéia, Bariri,
Bauru, Arealva, Itajú, Iacanga, Ibitiga, Borborema, Pongaí,
Novo Horizonte, Sabino, Salles, Adolfo, Promissão, Penápolis,
São José do Rio Preto, Barbosa, Birigui, Buritama,
Araçatuba, Pereira Barreto, Itapura, entre outras.
No rio Paraná, temos: Rubinéia, Santa Fé
do Sul, Ilha Solteira, Castilhos, Panorama, Presidente Epitácio,
Porto Primavera, Rosana, Guaíra, Santa Helena, Foz do Iguaçu,
entre muitas outras cidades.
Estudos apontam que a área lindeira da hidrovia é
a mais indicada do interior paulista para indústrias, como:
moageiras de grãos, moinhos de trigo, misturadoras de fertilizante,
moageiras de calcário, madeireiras de celulose e papel,
de aglomerados, extratos e condimentos, sucos de frutas, de pescado
de água doce, criado em confinamento, de açúcar
e álcool, melaço, rações, além
de caldeiraria pesada, estaleiros, equipamentos náuticos
de esporte e lazer e outros.
Do turismo à agricultura, à indústria e ao
comércio, a Hidrovia Tietê-Paraná é,
enfim, um rio de negócios, com retorno financeiro garantido. |
 |
| Veja
também |
 |
 |
 |
RIO
TIETÊ |
 |
 |
 |
HIDRELÉTRICAS |
 |
 |
 |
EQUIVALÊNCIA DE CARGA |
 |
 |
 |
ESTAÇÕES DE APOIO |
|